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Last modified: 19 May, 2004

 

 

 

 

 

19 de Maio de 2004

INFORMAÇÃO PÚBLICA DA UNIDADE DE CRIMES GRAVES

SCU = INVESTIGAÇÃO E ACÇÃO PENAL

Comandante Indonésio Da Milícia Aitarak E Membro Da Milícia Aitarak Condenados Por Crimes Contra A Humanidade

Pelos Juízes Do Painel Especial Para Crimes Graves

Às 10:00h de 19 Maio 2004, um painel de três juizes dos painéis especiais para crimes graves considerou culpados Beny Ludji e José Gusmão por um ponto de acusação por homicídio como crime contra a humanidade como parte
de um ataque generalizado ou sistemático contra a populaçao civil. As condenações do ex-comandante indonésio de companhia da milícia Aitarak e de um membro timorense da milícia Aitarak de Díli, seguiram-se à sua confissão
de culpa pelo homicídio de um activista pró-independência, Guido Alves Correia, em Díli, a 1 de Setembro de 1999. Tendo em consideração o seu reconhecimrnto público de de culpa e as suas evidencias de remorsos, o painel de juizes condenou Beny Ludji a oito anos de prisão e José Gusmão a dois anos e seis meses de prisão com tempo deduzido pelo período passado em detenção. Beni Ludji é o primeiro cidadão nacional indonésio a ser condenado pelo painel especial para crimes graves desde que os julgamentos tiveram início em Timor-Leste.

O julgamento de Beny Ludji e José Gusmão teve início painel especial a 12 de Fevereiro de 2004, onde os dois réus estiveram detidos desde que foram presos em Timor-Leste a 4 de Abril de 2003. Beny Ludji e José Gusmão foram
indiciados, juntamente com o membro da milícia Aitarak, José Lopes da Cruz Mendonça (também conhecido como José "Fahiten"), a 2 de Junho de 2003 pelo homicídio do activista da independência do CNRT, Guido Alves Correia, na
sua casa em Mascarinhas, Díli, a 1 de Setembro de 1999. O terceiro acusado, José Lopes da Cruz Mendonça, permanece em parte incerta e acredita-se que esteja na Indonésia.

A acusação da UCG alega que antes da consulta popular a 30 de Agosto de 1999, membros armados da milícia Aitarak da Companhia A levaram a cabo patrulhas armadas nas áreas de Mascarinhas e Caicoli, em Díli, sob o comando e controlo de Beny Ludji, o Comandante da Companhia A da milícia Aitarak. Durante tais patrulhas, Ludji fez ameaças de morte contra os apoiantes da independência, incluindo ameaças específicas de matar Guido Alves Correia, que era um activista da independência do CNRT. Foi alegado que na noite de 1 de Setembro de 1999, Ludji e os membros da milícia Aitarak, sob o seu comando, atacaram a casa de Guido Alves Correia onde foi golpeado até à morte por membros da milícia Aitarak. Ludji ordenou depois que os membros da milícia Aitarak trouxessem o corpo da vítima para a casa de Ludji de onde o corpo foi levado para Tasitolu, fora de Díli, por Ludji e outros membros da milícia Aitarak para ser enterrado numa cova rasa.

Até hoje, as acusações da UCG permanecem contra um total de 311 pessoas acusadas onde 279 estão fora da jurisdição de Timor-Leste, e acredita-se que estejam em parte incerta na Indonésia.. Com a condenação de Beny Ludji,
41 cidadãos nacionais indonésios permanecem acusados pela UCG por crimes contra a humanidade cometidos em 1999, em Timor-Leste, incluindo 37 comandantes e oficiais militares das TNI, e quarto chefes da polícia indonésios.

Em 2000, a Administração Transitória das Nações Unidas em Timor-Leste (UNTAET) estabeleceu os Painéis Especiais de Juizes para os casos de crimes contra a humanidade e crimes graves cometidos no período de 1999. Os painéis especiais para crimes graves em Timor-Leste são cada um compostos por dois juizes internacionais e um juiz timorense.

Desde que os julgamentos começaram nos painéis especiais em 2001, um total de 52 acusados foram condenados e dois acusados foram absolvidos de todas as acusações. Até hoje, os condenados em julgamentos em Timor-Leste tinham incluído somente soldados timorenses das TNI, membros timorenses da milícia e um membro timorense das Falintil Actualmente, 15 casos, num total de 32 arguidos, estão a ter lugar ou estão marcados para começar nos painéis
especiais para crimes graves nos meses que se seguem.

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